sábado, 7 de maio de 2011

DEZ

[DEZnecessario... isso esta cada vez pior]

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Aqui restou um amargor
Um deserto silencioso e frio
Calejou-se, culpa da dor
Falei para não deixar-me sozinho

Agora se quiser me ver, tudo bem
Já não dói, já não alegra, tanto faz
Tristeza é coisa que vai e vem
Tristeza é onda batendo no cais

Tem pedra aqui, nem precisa tentar
Tua faca não há de furar nem doer
Tua presença não é mais de sufocar
Agora sim, deixei nosso Amor morrer

Como querias, agora não te Amo
E posso me aproximar sem sentir
Doer a falta no fundo do meu âmago
Sofrer por ter te deixado partir

Se queres me ver, tudo bem, eu aceito
Mas se queres, então a de procurar
Cansei de correr-me para teu leito
E ver você, de lá me enxotar

Não tem nada aqui, repito mais uma vez
Não tem dor, nem Amor, nem saudade
Se queres me ver, tudo bem dessa vez
Tire a mascara, seja você de verdade.


escrevi esse poema em março desse ano, mas não estava com a mínima vontade de postar aqui.
algo me fez mudar de idéia.