domingo, 24 de outubro de 2010
SETE
[os trocadilhos estão acabando]
Escrevi pensando em uma conversa que eu tive com uma certa mulher, escrevi pra ela, mas não consegui pegar o tom feminino... acho que é por que isso soa melhor vindo de uma mulher para um homem, do que de um homem para uma mulher. Que machismo. haha.
>noite dos mil amores<
Triste o homem que tudo ama
Por amar sem fim ao nada
E sente nesse amor que lhe engana
Que não necessitas da amada
Triste a noite dos mil amores
Pois raia o sol e é tudo vão
Restam apenas os odores
Da noite que se torna solidão
Triste, mais triste é estar trancado
Não por que se quer, mas por estar
Trancado nesse palco alucinado
De onde só se pode desabar
E pior que tudo isso é só te ver
Fazer contigo tal crueldade
Vendo lentamente se perder
Nesse poço teu de vaidade.
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triste mesmo é saber que não se importa em se tornar assim tão "mais uma".
sábado, 16 de outubro de 2010
SEIS
~acordei~
Mais uma vez acordo no quarto
Assustado, me vejo em casa
Sinto, tal como dores de parto
Que tentaram cortar minha asa
Acordo e finjo que estou bem
Ponho um sorriso no rosto
Por dentro, lanço ao desdem
Tudo o que eu queria com gosto
Não há motivo para paciencia
Não há razão para levantar
Despertando minha consciencia
Reconhece meu quarto, meu lar
Hoje é só mais um dia triste
Dos muitos que tenho pela vida
Aos passaros, a ração de alpiste
Pra mim, a oração nunca lida.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
CINCO
domingo, 10 de outubro de 2010
QUATRO
Poetizando em vão por aquela que nunca vai ser minha.
Tenho esse estranho problema: eu idealizo.
Idealizo o Amor, idealizo a amada.
Escrevi esse poema para a primeira opção idealizada, que nada mais é do que isso:
Um ideal, embora puramente platônico.
PASSAGEM
O ar frio toca o vidro da janela
Embaçando o cinza da paisagem
Pelo asfalto desfila aquela
domingo, 3 de outubro de 2010
TRÊS
|-3| = |3|
acho que isso dá até um samba. vou providenciar o instrumental. haha.
~o recado~
Vou lhe mandar um recado
Escute, eu só falo uma vez
Não diga que não foi avisado
Pagará pelo que me fez
Rapaz, não ache que não sei o que faço
São coisas daqui com as quais você mexeu
Agora o que iras enfrentar de verdade
São as coisas de lá, mas fortes que eu
Nunca corri da batalha, e nunca em vão
Não caio, não desisto,
não cedo, não perco a visão
Sou para ti, seu pior pesadelo
Sou o anjo da morte,
Arrepio, teu pelo.
Sempre fui acostumado,
Com atrevidos do teu tipo
Muito mais que preparado,
És para mim um derrotado
A quem eu nem mesmo sito
Rapaz, olha bem com quem você se encrencou
Vai correr, pra que lado?
Quem te livrar da corda
Na qual você se enforcou?
É rapaz, você ta ferrado.
É rapaz, você fez tudo errado.
E o que resta pra ti é nada mais
Do que um “descanse em paz”
E um adeus nunca dado.
Essas coisas brotam na minha mente.