domingo, 10 de outubro de 2010

QUATRO

quatro

Poetizando em vão por aquela que nunca vai ser minha.
Tenho esse estranho problema: eu idealizo.
Idealizo o Amor, idealizo a amada.
Escrevi esse poema para a primeira opção idealizada, que nada mais é do que isso:
Um ideal, embora puramente platônico.


PASSAGEM

O ar frio toca o vidro da janela
Embaçando o cinza da paisagem
Pelo asfalto desfila aquela
Que tudo para com sua passagem

Respiro afoito teu cheiro
Sinto o passo dos seus pés
A fumaça, o fumo, o isqueiro
Encobre quem verdadeiramente és

Você passa e nem percebe
Que tua visão esquenta meu tempo
Torna tudo mais leve
Faz meu dia passar mais lento

Me encanta teu jeito seguro
Tua presença tão comedida
Meu olhos, fixos e impuros
Devoram todas as tuas medidas.

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é, idealizo demais.

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