quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DOIS

II

Encontrei recentemente pessoas que tem começado a conquistar um espaço na minha vida, ou no meu pensamento. Pessoas as quais deixam meu dia mais chato, quando não se fazem presentes nele, ou em uma parte dele. Faz um tempo considerável que eu não sinto isso, essa sensação de prazer numa conversa.

Agradeço muito a essas pessoas, internamente claro... ahsuhaushas... tenho medo que elas notem a importância que tem pra mim e acabem indo embora, ou que pior, parem a vida delas em algum sentido por causa disso. Não desejo interferir na vida delas, por mais elas me façam um bem tão grande. Seria egoísmo meu querer que elas ficassem pra sempre ao meu lado. As coisas boas são assim, intensas. Vem e vão... infelizmente. Queria eu uma vida só de alegrias, e que essas pessoas pudessem ficar ao meu lado pra sempre. Mas a vida não é um conto de fadas. A vida é mais cruel do que eu supunha.

Não me disseram que quando eu viesse pra cá iria ter que sofrer tanto ao ver as coisas terminarem. Tudo nesse universo é finito, e com o tempo, assim como disse o Fernando Pessoa, eu aprendi a amar "infinitamente o finito" e "impossivelmente o possível". A dor do fim, de escrever a ultima linha do poema, compor a ultima escala, ver os créditos aparecerem na tela... isso tudo me dói. É como o apagar de uma vela, sufoca-se o pavio e logo some o fogo, a luz, o calor, e tudo desmorona.

Hoje não existe mais tantas coisas, é mais um vazio, uma ausência de mim mesmo. E essa eterna certeza de que não sei absolutamente nada além do que identifico como mundo externo. Falsas verdades, vãos sentimentos. Tudo muito simples, tudo complexo demais.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

UM

UM

~devaneios poéticos~

passarinho, passarinho
por que voas longe do ninho?
por que vens a minha janela?
e logo despede-se dela?

passarinho vai te embora
até que finde minha melhora
até lá teu canto é dor
e teu vôo, um torpor

até logo.

~^~

é senhorita, escrevi isso ai em cima pra você, apesar de estar na duvida mortal entre achar que você não merece meus versos e querer escrever eles sobre você. Por isso, o pseudônimo é mais que justo, e deveras confuso, quase hermético.

sobre aquilo que me rodeia, bem, o transito cada dia mais caótico, a vida cada vez mais arrastada e cada vez mais chata. Sobre aquilo que me é por dentro, o vazio cada vez mais simples, a solidão cada vez mais latente, nos olhos, no jeito. A vida transforma-se num deserto, num nada, numa repetição mecânica de ações, tanto internas, quanto externas.

"não pense nisso, você vai acabar ficando louco" - caralho, já estou falando comigo mesmo em terceira pessoa.




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

ZERO

zero

Zero é um bom numero para se começar.
Neutro, solitário e diferente.
Zero não é negativo, nem positivo, o zero é ele, por si só.
O zero, é na verdade, o segredo. Pois ninguém chega ao segredo em conjunto. Apesar do zero fazer parte de conjuntos, ele é sempre um elemento a parte, nem quente, nem frio, nem mais, nem menos.

Zero. Um ótimo ponto de partida, um lamentável ponto de chegada.

Bem... preciso de espaço pra expressar certas coisas... textos, poemas, etc.
É basicamente isso que verão por aqui.

por hora, um poema que escrevi recentemente:

~nova experiência~

quando o assunto é você
me faltam mais que palavras
é como se um desejo
colocasse em minha boca, travas.

quando é você que passa
sinto minha perna tremer
aperta o peito la dentro
querendo o peito te ter

desejo você cada vez mais
cada vez mais perto de mim
pena que estas tão longe
por de trás desse muro de marfim

você, tão segura, tão só
suficiente como uma manhã inverno
quero te ter, só te ter
E dar-te o que me há de mais terno.

[Bom começo de semana pra todos]