quinta-feira, 30 de setembro de 2010

DOIS

II

Encontrei recentemente pessoas que tem começado a conquistar um espaço na minha vida, ou no meu pensamento. Pessoas as quais deixam meu dia mais chato, quando não se fazem presentes nele, ou em uma parte dele. Faz um tempo considerável que eu não sinto isso, essa sensação de prazer numa conversa.

Agradeço muito a essas pessoas, internamente claro... ahsuhaushas... tenho medo que elas notem a importância que tem pra mim e acabem indo embora, ou que pior, parem a vida delas em algum sentido por causa disso. Não desejo interferir na vida delas, por mais elas me façam um bem tão grande. Seria egoísmo meu querer que elas ficassem pra sempre ao meu lado. As coisas boas são assim, intensas. Vem e vão... infelizmente. Queria eu uma vida só de alegrias, e que essas pessoas pudessem ficar ao meu lado pra sempre. Mas a vida não é um conto de fadas. A vida é mais cruel do que eu supunha.

Não me disseram que quando eu viesse pra cá iria ter que sofrer tanto ao ver as coisas terminarem. Tudo nesse universo é finito, e com o tempo, assim como disse o Fernando Pessoa, eu aprendi a amar "infinitamente o finito" e "impossivelmente o possível". A dor do fim, de escrever a ultima linha do poema, compor a ultima escala, ver os créditos aparecerem na tela... isso tudo me dói. É como o apagar de uma vela, sufoca-se o pavio e logo some o fogo, a luz, o calor, e tudo desmorona.

Hoje não existe mais tantas coisas, é mais um vazio, uma ausência de mim mesmo. E essa eterna certeza de que não sei absolutamente nada além do que identifico como mundo externo. Falsas verdades, vãos sentimentos. Tudo muito simples, tudo complexo demais.

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