terça-feira, 28 de setembro de 2010

UM

UM

~devaneios poéticos~

passarinho, passarinho
por que voas longe do ninho?
por que vens a minha janela?
e logo despede-se dela?

passarinho vai te embora
até que finde minha melhora
até lá teu canto é dor
e teu vôo, um torpor

até logo.

~^~

é senhorita, escrevi isso ai em cima pra você, apesar de estar na duvida mortal entre achar que você não merece meus versos e querer escrever eles sobre você. Por isso, o pseudônimo é mais que justo, e deveras confuso, quase hermético.

sobre aquilo que me rodeia, bem, o transito cada dia mais caótico, a vida cada vez mais arrastada e cada vez mais chata. Sobre aquilo que me é por dentro, o vazio cada vez mais simples, a solidão cada vez mais latente, nos olhos, no jeito. A vida transforma-se num deserto, num nada, numa repetição mecânica de ações, tanto internas, quanto externas.

"não pense nisso, você vai acabar ficando louco" - caralho, já estou falando comigo mesmo em terceira pessoa.




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