~devaneios poéticos~
passarinho, passarinho
por que voas longe do ninho?
por que vens a minha janela?
e logo despede-se dela?
passarinho vai te embora
até que finde minha melhora
até lá teu canto é dor
e teu vôo, um torpor
até logo.
~^~
é senhorita, escrevi isso ai em cima pra você, apesar de estar na duvida mortal entre achar que você não merece meus versos e querer escrever eles sobre você. Por isso, o pseudônimo é mais que justo, e deveras confuso, quase hermético.
sobre aquilo que me rodeia, bem, o transito cada dia mais caótico, a vida cada vez mais arrastada e cada vez mais chata. Sobre aquilo que me é por dentro, o vazio cada vez mais simples, a solidão cada vez mais latente, nos olhos, no jeito. A vida transforma-se num deserto, num nada, numa repetição mecânica de ações, tanto internas, quanto externas.
"não pense nisso, você vai acabar ficando louco" - caralho, já estou falando comigo mesmo em terceira pessoa.
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